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Malásia vai retomar buscas de avião da Malaysia Airlines – 03/12/2025 – Mundo

A busca pelo avião do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de uma década, será retomada no final de dezembro, anunciou nesta quarta-feira (3) o Ministério dos Transportes da Malásia.

O Boeing 777 com 239 pessoas a bordo perdeu contato com os radares em 8 de março de 2014, durante uma viagem entre Kuala Lumpur e Pequim.

Seu destino é cercado de mistérios até hoje; a aeronave nunca foi localizada, apesar da operação de busca mais extensa da história da aviação.

O ministério afirmou em um comunicado que “a busca em águas profundas pelos destroços desaparecidos do voo MH370 da Malaysia Airlines será retomada em 30 de dezembro de 2025”.

A operação será coordenada pela empresa de exploração marítima Ocean Infinity “em uma área específica avaliada como a de maior probabilidade de localizar a aeronave”, informou o ministério.

A busca anterior no sul do oceano Índico foi suspensa em abril. A operação aconteceu sob o princípio de que o governo não pagaria à empresa responsável caso os destroços não fossem encontrados.

A Ocean Infinity também já havia liderado outra operação de localização em 2018, antes de aceitar participar de uma nova tentativa neste ano.

Sem sucesso, a operação passou por Malásia, Austrália e China, cobrindo uma área de 120 mil quilômetros quadrados no sul do oceano Índico, e custou US$ 70 milhões (hoje, cerca de R$ 374 milhões).

A empresa de exploração, que tem equipes no Texas e na Inglaterra, encontrou o submarino argentino San Juan, desaparecido no Atlântico, em 2018, e o submarino francês Minerve, que sumiu na década de 1960, em 2019.

O desaparecimento sempre foi objeto de teorias, sobretudo a de que se tratou de um ato planejado pelo piloto Zaharie Ahmad Shah, de 53 anos à época.

Um relatório de 495 páginas sobre o desaparecimento em 2018 disse que os controles do Boeing 777 podem ter sido manipulados deliberadamente para sair do curso, mas os investigadores não puderam determinar quem foi responsável e não chegaram a uma conclusão sobre o que aconteceu, dizendo que isso depende da recuperação de mais destroços.

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