O papa Leão 14 pediu nesta terça-feira (2) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não tente derrubar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por meio de força militar. O primeiro pontífice norte-americano afirmou que seria melhor tentar o diálogo ou impor pressão econômica caso Washington queira promover mudanças no país.
O governo Trump tem avaliado opções para combater o que descreveu como o papel de liderança de Maduro no transporte de drogas aos EUA. O venezuelano nega qualquer vínculo com o tráfico de drogas.
Falando enquanto viajava de volta para o Vaticano após uma visita à Turquia e ao Líbano —sua primeira viagem internacional— o papa acrescentou que Washington deveria buscar outras maneiras de promover mudanças “se é isso que querem fazer nos Estados Unidos”.
A Reuters informou no mês passado que as opções em consideração pelos EUA incluem uma tentativa de derrubar o líder venezuelano, e que os militares norte-americanos estão preparados para uma nova fase de operações após grande mobilização militar no Caribe e quase três meses de ataques contra embarcações suspeitas de ligação com o tráfico de drogas próximos à costa venezuelana.
Respondendo a uma pergunta de jornalistas, Leão 14 também disse que os sinais vindos do governo Trump sobre sua política para a Venezuela eram pouco claros.
“Por um lado, parece que houve um telefonema entre os dois presidentes”, disse o papa, referindo-se a uma ligação entre Trump e Maduro no mês passado. “Por outro lado, há o perigo, há a possibilidade de que haja alguma atividade, alguma operação [militar]. As vozes que vêm dos Estados Unidos mudam com certa frequência”, acrescentou Leão 14.
O papa, escolhido em maio e originalmente de Chicago, conhece bem a América Latina porque passou muitos anos no Peru.



