O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (22) que não tinha ficado sabendo da prisão de Jair Bolsonaro (PL) e que é uma pena.
O ex-presidente brasileiro foi preso preventivamente pela manhã, em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O republicano foi questionado sobre a prisão pelo jornalista Mathias Brotero, correspondente da Record em Washington.
Em um primeiro momento, Trump diz que não estava a par. Depois indaga se foi isso que aconteceu e declara: “É uma pena”.
Um dos fundamentos usados por Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-presidente foi o risco de fuga.
O magistrado diz que o trajeto de 13 quilômetros entre a casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar e o Setor de Embaixadas Sul, onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos, é percorrível em menos de 15 minutos.
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025.”
“A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, escreveu o ministro.
Na decisão, o ministro também retomou episódios anteriores do processo —como a suposta intenção de refúgio na embaixada da Argentina— para concluir que a combinação entre o rompimento do equipamento e o movimento de apoiadores elevou o risco de fuga.
Considerado um aliado pelo bolsonarismo, Trump impôs uma sobretaxa sobre produtos brasileiros no fim de julho, citando Bolsonaro e dizendo que o ex-presidente sofria perseguição de Moraes.
A imposição das tarifas ocorreu após périplo de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal filho do ex-presidente, em busca de punições ao ministro do STF.
O republicano também cancelou os vistos de Moraes, de ministros do Supremo e de outras autoridades brasileiras.
Na semana passada, a Primeira Turma da corte decidiu, por unanimidade, receber uma denúncia contra o congressista sob acusação de coação.



