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EUA recuam após abrandarem classificação da suástica – 21/11/2025 – Mundo

A Guarda Costeira dos Estados Unidos divulgou na noite desta quinta-feira (20) uma nova política mais rigorosa sobre símbolos de ódio, incluindo a suástica, horas depois de o jornal americano The Washington Post ter noticiado que o serviço passaria a classificar tais imagens apenas como “potencialmente divisivas” no próximo mês.

“A Guarda Costeira não tolera a exibição de símbolos e bandeiras divisivos ou de ódio. (…) Esses símbolos refletem condutas odiosas e proibidas que prejudicam a coesão da unidade”, afirma a nova política da Guarda Costeira.

Em um comunicado, a agência afirmou que as novas diretrizes não são uma atualização, mas sim “uma nova política para combater qualquer desinformação e reforçar que a Guarda Costeira dos EUA proíbe esses símbolos”. As imagens proibidas incluem a forca, a suástica e “quaisquer símbolos ou bandeiras cooptados ou adotados por grupos de ódio”.

Mais cedo, o Washington Post havia noticiado que a Guarda Costeira deixaria de classificar a suástica —um emblema do fascismo e da supremacia branca, intrinsecamente ligado ao assassinato de milhões de judeus e à morte de mais de 400 mil soldados americanos que lutaram na Segunda Guerra Mundial— como um símbolo de ódio, de acordo com uma política que entraria em vigor no dia 15 de dezembro.

Em vez disso, o órgão classificaria a insígnia da era nazista como “potencialmente divisiva”. Essa política também rebaixaria a classificação de forcas e da bandeira confederada, considerada racista nos EUA devido à sua ligação com o passado de escravidão. A exibição desta última, no entanto, continuaria proibida, exceto em certas exposições históricas ou obras de arte onde fosse um elemento secundário, segundo documentos analisados pelo The Post.

A Guarda Costeira não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito na manhã de sexta-feira (21) sobre a revogação da política.

De acordo com as diretrizes anteriores, introduzidas em 2019 após um membro da Guarda Costeira ser acusado de planejar um ataque em larga escala contra parlamentares democratas, os comandantes podiam ordenar a remoção de suásticas, laços de forca ou outros símbolos, mesmo que não configurassem um incidente de ódio.

Jacky Rosen, senadora democrata por Nevada e copresidente da Força-Tarefa Bipartidária do Senado para o Combate ao Antissemitismo, havia condenado a decisão de deixar de classificar as imagens como “potenciais incidentes de ódio”, argumentando que a política revogaria “importantes proteções contra o preconceito e poderia permitir que símbolos horrivelmente odiosos, como suásticas e forcas, fossem inexplicavelmente exibidos”.

“Num momento em que o antissemitismo está em ascensão nos EUA e em todo o mundo, flexibilizar as políticas destinadas a combater crimes de ódio não só envia a mensagem errada aos homens e mulheres da nossa Guarda Costeira, como também coloca a sua segurança em risco”, afirmou em comunicado ao jornal na quinta.

Um oficial da Guarda Costeira, que teve acesso à proposta e falou sob condição de anonimato por medo de represálias, disse ao Washingto Post que as mudanças na política eram alarmantes. “Não merecemos a confiança da nação se não tivermos clareza sobre o caráter divisivo das suásticas”, afirmou.

A Guarda Costeira, um ramo das Forças Armadas dos EUA subordinada ao Departamento de Segurança Interna, foi impactada pelas demissões de altos comandantes promovidas pelo governo de Donald Trump e pela ampla perseguição da gestão.

A ex-comandante da Guarda Costeira e primeira mulher a liderar um ramo das Forças Armadas dos EUA, almirante Linda Fagan, foi exonerada do cargo no primeiro dia de mandato do presidente. Autoridades do governo citaram seu foco em iniciativas de diversidade e sua atuação em investigações de agressão sexual.

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