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Congo: Rebeldes ligados ao Estado Islâmico matam 89 civis – 21/11/2025 – Mundo

Rebeldes ligados ao Estado Islâmico mataram 89 civis em vários ataques no território de Lubero, no leste da República Democrática do Congo, informou nesta sexta-feira (21) a missão de paz da ONU no país centro-africano, conhecida como Monusco.

Os ataques foram realizados por integrantes das Forças Democráticas Aliadas (ADF) em diversas localidades da província de Kivu do Norte entre 13 e 19 de novembro, e os 89 mortos incluíram pelo menos 20 mulheres e um número indeterminado de crianças, disse a Monusco em comunicado.

Em um dos ataques, afirmou, os rebeldes atacaram um centro de saúde operado pela Igreja Católica em Byambwe, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo mulheres que haviam ido receber atendimento de maternidade, e incendiando quatro alas que abrigavam pacientes.

Outras violações cometidas incluíram sequestros e o saque de suprimentos médicos, disse a missão.

“A Monusco insta as autoridades congolesas a iniciarem prontamente investigações independentes e credíveis para identificar os autores e cúmplices desses massacres e levá-los à justiça”, disse o comunicado.

Autoridades locais disseram à Reuters no mês passado que suspeitos rebeldes da ADF mataram 19 civis em um ataque noturno na vila de Mukondo, na província de Kivu do Norte.

Em setembro, a ADF reivindicou a responsabilidade por um de seus ataques mais mortais nos últimos meses, que tirou a vida de mais de 60 civis durante um funeral no leste do país.

A ADF começou como um grupo rebelde em Uganda, mas está baseada nas florestas da vizinha República Democrática do Congo desde o final da década de 1990 e é reconhecida pelo Estado Islâmico como uma afiliada. Os Estados Unidos classificaram o ADF como uma organização terrorista em março de 2021.

O exército congolês e forças ugandesas têm realizado operações contra a ADF, mas os ataques do grupo continuam.

Outras partes da província de Kivu do Norte estão sob controle dos rebeldes do M23, apoiados por Ruanda, que lançaram um avanço relâmpago neste ano.

Mediadores, incluindo os Estados Unidos e o Qatar, tentam articular a paz, que poderia facilitar investimentos ocidentais no setor de mineração.

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