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Harvard vai apurar laços de ex-reitor com Epstein – 19/11/2025 – Mundo

A Universidade Harvard abrirá uma investigação sobre as conexões de Larry Summers, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos e ex-reitor da instituição educacional, com Jeffrey Epstein, após documentos divulgados recentemente revelarem que os dois mantiveram uma relação próxima por anos, informou o Harvard Crimson, o jornal universitário de Harvard, nesta quarta-feira (19).

Em comunicado ao jornal, o porta-voz de Harvard, Jonathan Swain, afirmou que “a universidade está conduzindo uma revisão das informações sobre indivíduos de Harvard incluídos nos documentos de Jeffrey Epstein recentemente divulgados para avaliar quais ações podem ser necessárias.”

Summers, que atualmente é professor da universidade, disse ao jornal estudantil na segunda-feira (17) que se afastará de todos os seus compromissos públicos, dias após o presidente americano, Donald Trump, ordenar ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação sobre seus laços e de outros democratas proeminentes com Epstein. O republicano, também muito citado nos emails do financista morto em 2019, afirmou não ter nenhuma ligação com os crimes de Epstein.

Um comitê da Câmara dos Representantes americana divulgou milhares de arquivos relacionados a Epstein na quarta-feira passada (12), incluindo documentos que mostravam correspondência pessoal entre Summers e Epstein.

A investigação da universidade examinará todos os outros afiliados de Harvard implicados nos documentos divulgados, incluindo a esposa de Summers e cerca de dez outras pessoas ligadas a Harvard atualmente ou no passado, segundo o jornal estudantil.

O Harvard Crimson afirma ainda que a investigação vai abranger qualquer nova informação revelada nos arquivos revelados, incluindo as centenas de mensagens que Summers e Epstein trocaram sobre mulheres, política e iniciativas relacionadas à universidade.

A agência Reuters não pôde verificar imediatamente os relatos do jornal univesitário. Harvard e o escritório de Summers não responderam a um pedido de comentário da agência de notícias.

O Congresso dos EUA, controlado pelos republicanos, aprovou de forma quase unânime, nesta terça-feira (18), a divulgação dos arquivos do Departamento de Justiça sobre Epstein —decisão que Trump manifestou contrariedade até mudar abruptamente de decisão nesta semana, indicando então que seu partido aprovasse a divulgação dos materiais.

A questão tem sido uma pedra no sapato de Trump. Muitos eleitores do republicano acreditam que seu governo encobriu os laços de Epstein com figuras poderosas e manteve nebulosos os detalhes sobre sua morte, que foi considerada suicídio, em uma prisão de Manhattan em 2019.

Harvard e Trump entraram em rota de colisão neste primeiro ano do segundo mandato do presidente republicano. A universidade mais antiga do país e uma das mais importantes do mundo foi uma das poucas instituições de ensino que resistiu às pressões e ameaças de corte de verbas federais feitas por Trump neste ano.

O presidente afirmou recentemente que havia fechado um acordo de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) com Harvard para restaurar fundos federais congelados em troca de concessões ideológicas e mudanças na estrutura da universidade, acusada pelo governo de não fazer o bastante para coibir antissemitismo no campus —uma acusação que a instituição rejeita.

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