Jeffrey Epstein foi um financista influente com acesso a elites políticas, acadêmicas e culturais. O Caso Epstein envolve uma rede de exploração e tráfico sexual de menores que ele, junto de sua ex-namorada Ghislaine Maxwell, supostamente operava
Ele era acusado de pagar por atos sexuais com meninas adolescentes, de traficar dezenas de jovens, algumas com apenas 14 anos, e de forçá-las a prestar serviços sexuais em suas propriedades
O caso ganhou notoriedade não apenas pela gravidade dos crimes, mas também pela associação de Epstein com figuras públicas e poderosas como Bill Clinton, Donald Trump e o príncipe Andrew do Reino Unido
Jeffrey Epstein foi condenado e preso em 2008 e, novamente, em 2019, acusado de tráfico sexual e conspiração para traficar menores para fins sexuais. Ele se suicidou em sua cela, em 2019, enquanto aguardava julgamento
A “lista de Epstein” refere-se a um suposto arquivo ou registro que detalharia os clientes que teriam participado das atividades sexuais ilícitas do financista. Essa hipótese circulou amplamente nas redes sociais
Sob o governo Trump, o DOJ e o FBI declararam que os arquivos de Epstein não continham evidências de uma “lista de clientes incriminadora”, afirmando que tal lista nunca existiu, contrariando expectativas anteriores
Epstein e Trump foram amigos por quase 15 anos, convivendo lado a lado desde meados de 1990. Trump chegou a descrever Epstein como um “cara incrível”. A amizade terminou por volta de 2004
O republicano nunca foi acusado de qualquer irregularidade relacionada ao caso Epstein e negou ter conhecimento dos abusos de jovens mulheres pelo financista. Os emails enviados ao Congresso americano, no entanto, sugerem o contrário
Documentos incluem trocas de mensagens entre Epstein, o escritor americano Michael Wolff e Ghislaine Maxwell. Nas mensagens, Epstein escreveu que Trump passou “horas em sua casa” com uma das vítimas e que ele “sabia sobre as meninas”
O presidente Lula (PT) foi citado em emails do caso Epstein divulgados por parlamentares dos EUA. O financista escreveu ter recebido uma ligação do escritor americano Noam Chomsky com o petista na linha, direto da prisão, em 2018
Chomsky visitou Lula na prisão em setembro de 2018. Os emails não deixam claro se o petista teria participado diretamente das conversas. Procurada, a Secretaria da Presidência da República diz que a informação não procede
Outros emails mostram que, ainda em 2018, Epstein também teria mencionado o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele teria escrito que “Bolsonaro é o cara”
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