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Tunísia: líder da oposição é presa durante protesto – 29/11/2025 – Mundo

A polícia da Tunísia prendeu a proeminente figura da oposição Chaima Issa durante um protesto na capital Túnis no sábado (29) para cumprir uma sentença de 20 anos de prisão, segundo seus advogados.

Um tribunal de apelação condenou líderes da oposição, empresários e advogados a penas de até 45 anos na sexta-feira (28), sob acusações de conspiração para derrubar o presidente Kais Saied, no que críticos afirmaram ser um sinal de um governo cada vez mais autoritário.

Durante o protesto, pouco antes da prisão de Issa, ela e outros dois políticos condenados pediram que a oposição fragmentada se unisse e intensificasse as manifestações contra Saied.

“Eles vão me prender em breve”, disse Issa à Reuters. “Digo aos tunisianos: continuem a protestar e a rejeitar a tirania. Estamos sacrificando nossa liberdade por vocês.” Ela descreveu as acusações como injustas e politicamente motivadas.

Também se espera que ocorra, nos próximos dias, a prisão de Najib Chebbi, líder da Frente de Salvação Nacional, principal força de oposição a Saied.

“Não conquistaremos a liberdade, exceto pela unidade”, disse Chebbi, que recebeu uma sentença de 12 anos de prisão, à Reuters durante o comício.

“Estamos prontos para a prisão; não temos medo”, disse o líder da oposição Ayachi Hammami, que recebeu uma sentença de cinco anos. “Espero que os jovens ampliem os protestos até que as autoridades reconsiderem ou, então, sejam varridas pela vontade do povo.”

Saied diz que está lutando contra traidores, figuras corruptas e mercenários. Ele acusa grupos da sociedade civil de receberem financiamento estrangeiro com o objetivo de interferir nos assuntos tunisianos.

Quarenta pessoas foram acusadas no caso, um dos maiores processos políticos da história recente da Tunísia. Desse total, 20 fugiram para o exterior e foram condenadas à revelia.

As sentenças variaram de cinco a 45 anos, de acordo com um documento judicial ao qual a Reuters teve acesso.

Grupos de direitos humanos afirmaram que a decisão foi uma escalada na repressão de Saied contra a dissidência desde que ele assumiu poderes extraordinários, em 2021. A Human Rights Watch e a Anistia Internacional pediram a anulação imediata das sentenças.

Nos últimos anos, críticos ao presidente, jornalistas e ativistas foram presos, e ONGs independentes tiveram suas atividades suspensas.

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