O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), afirmou à Folha que o vídeo em que Jair Bolsonaro (PL) admite a uma agente que fez uso de “ferro quente” para tentar abrir sua tornozeleira eletrônica “desmoraliza” os argumentos de quem criticou e falou em exageros na prisão preventiva do ex-presidente.
A tentativa de violação foi um dos pontos citados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao determinar a prisão preventiva do ex-presidente neste sábado (22).
“Inacreditável, o vídeo desmoraliza qualquer argumento dos que criticaram a prisão, falando em exagero do ministro Alexandre de Moraes. Ele confessa tudo, é uma tentativa de fuga”, afirma Lindbergh.
Em vídeo, a servidora da administração penitenciárias do DF pergunta a Bolsonaro que hora ele teria começado a tentar violar a tornozeleira. O ex-presidente respondeu que isso teria acontecido no final da tarde.
Ao ser questionado sobre o que havia ocorrido, Bolsonaro afirmou: “Meti um ferro quente aí… curiosidade”. Ao ser questionado: “Que ferro foi? Ferro de passar?” ele respondeu: “Ferro de soldar, solda”.
Mais cedo neste sábado, aliados do ex-presidente classificaram como “narrativas” as informações sobre uma tentativa de Bolsonaro danificar o equipamento. Integrantes do centrão também criticaram a prisão, afirmando enxergar exageros na medida e que ela não se justificava juridicamente.
De acordo com aliados de Lula no Congresso, esse vídeo deverá ser explorado para desgastar a imagem do ex-presidente e seus apoiadores.
O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) adotou a mesma linha de Lindbergh e compartilhou o vídeo em suas redes sociais. “Alguém ainda acha que ele não iria tentar fugir? Que a prisão foi ‘sem motivo’?”, escreveu.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), classificou a tentativa de violar o equipamento como algo “gravíssimo” e como indício de que o ex-presidente planejava fugir. “Se não fosse a atuação firme e responsável da Justiça brasileira, o país poderia estar diante de um ex-presidente foragido. A Justiça cumpriu seu papel, preservou a lei e garantiu que ninguém esteja acima dela.”
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