Morreu nesta segunda-feira (17), Jards Macalé, um dos nomes mais importantes e transgressores da MPB nas últimas décadas, célebre por unir a sonoridade da bossa nova à música dos morros.
A morte foi confirmada nas redes sociais do artista. Ele sofreu uma parada cardíaca. A publicação cita que Macalé havia acordado de uma cirurgia, na semana passada, cantando “Meu Nome É Gal”, um dos grandes sucessos de Gal Costa, composição de Roberto e Erasmo Carlos.
Ele estava internado no hospital da Unimed da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, após problemas nos pulmões.
Ele deixa a mulher, a cineasta Rejane Zilles, e não deixa filhos. Zilles dirigiu, em 2023, o documentário “Macaléia”, sobre o artista.
Ainda que não se considerasse um tropicalista, Macalé colaborou de maneira definitiva com o movimento e seus integrantes. Enquanto Caetano e Gil estavam exilados em Londres, ele foi um parceiro importante para Gal Costa —que àquela altura se tornou a principal representante da música tropicalista na ausência da dupla.
Macalé não só produziu o disco “Legal”, de 1970, como compôs para a cantora, incluindo músicas como “Mal Secreto” e “Vapor Barato”, ambas em parceria com o poeta baiano Waly Salomão. A segunda delas, aliás, se tornou uma das principais músicas do repertório da cantora —e também do próprio Macalé.



