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Anchieta é eleito o melhor teatro de São Paulo – 30/10/2025 – Teatro

Não é fácil desbancar o Teatro Anchieta, no Sesc Consolação. Neste ano, o espaço repete o feito de ser eleito o melhor da capital pelo júri d’O Melhor de São Paulo. Ele é confortável, acessível por transporte público e tem programação sólida —mas isso também pode ser dito de outros teatros da cidade.

Só que ele também é assombrado. Quem vai assistir a uma peça por lá deve saber que está em um patrimônio histórico. Desde sua inauguração, em 1967, com a estrutura potente projetada por Aldo Calvo (1906-1991) e Burle Marx (1909-1994), passaram por lá alguns dos artistas mais importantes da cena teatral brasileira.

Foi lá que Bete Coelho estreou quando veio a São Paulo, pescada por Antunes Filho, diretor fundamental que tomou o Consolação como sua casa, instalando, no sétimo andar da unidade do Sesc, seu Centro de Pesquisa Teatral, o CPT, que aparece na biografia de gente importante. Bibi Ferreira, Eva Wilma, Fernanda Montenegro, Marília Pêra, Paulo Autran e Raul Cortez são só mais alguns dos que passaram por lá. Sua relevância histórica, por si só, não justifica colocá-lo no topo desta premiação, mas reforça uma série de outras competências.

De volta ao presente, o espaço não decepciona. Ao alcançar o endereço, o teatro estará localizado à esquerda da escadaria que leva ao prédio do Sesc, em um anexo no subsolo. Quem espera pelo espetáculo pode tomar um café no foyer ou dar a volta pela fachada e ir ao refeitório, onde há mais opções.

Lá dentro, o espaço é confortável. São 280 poltronas bastante decentes, capacidade que comporta um bom público sem comprometer a certa intimidade entre artista e arquibancada. Os corredores não são apertados e é fácil alcançar seu lugar na plateia.

Neste ano, o ponto alto da programação foi a aguardada estreia paulistana de “Lady Tempestade”, peça dirigida por Yara de Novaes e estrelada por Andrea Beltrão. “Haddad e Borghi: Cantam o Teatro, Livres em Cena”, dueto de Renato Borghi e Amir Haddad, foi outro bom momento.

“O Jardim das Cerejeiras”, texto do russo Anton Tchekhov (1860-1904), e “Pai Contra Mãe ou Você Está me Ouvindo?”, adaptação de texto de Machado de Assis feita pelo Coletivo Negro, foram outros destaques entre as peças.

A boa acústica do espaço é aproveitada também nas performances do projeto Instrumental Sesc Brasil, criado em 1980, que toda semana leva artistas de gêneros variados para se apresentarem ali. Os shows ficam depois disponíveis no Youtube, para quem não puder aproveitar a música ao vivo.

Os preços dos ingressos do Teatro Anchieta costumam ser mais baixos do que os de outros espaços da capital, como é comum nos serviços do Sesc. As peças mais badaladas costumam cobrar R$ 70 pela entrada —mas credenciados pagam bem menos.

TEATRO ANCHIETA

R. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, região central, @sescconsolacao

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