O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (31) que não considera ordenar ataques dentro da Venezuela após vários dias de tensão nas águas internacionais da América do Sul e de pressão sobre o regime do ditador Nicolás Maduro.
Nos últimos meses, os EUA reforçaram a presença militar na região com o envio de caças, navios de guerra e milhares de soldados. E devem expandi-la ainda mais com os deslocamentos do USS Gerald R. Ford, o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, e outras embarcações que o acompanham.
Embora já tenha dito que pretende determinar ofensivas contra alvos ligados ao narcotráfico em território venezuelano, Trump afirmou a jornalistas que não considera ataques dentro do país. O republicano fez a declaração após ser questionado sobre a possibilidade no Air Force One, o avião presidencial americano.
Em outubro, Trump confirmou ter autorizado a CIA, a agência de espionagem dos EUA com longo histórico de interferência na América Latina, a fazer operações secretas e letais dentro da Venezuela com o objetivo de derrubar o ditador Nicolás Maduro do poder.
Em conversa com a imprensa na Casa Branca no último dia 15, o republicano disse que a Venezuela “está sentindo a pressão” e, na ocasião, não descartou operações em terra.
Aestratégia de ampliar a pressão com o intuito de mudar o regime tem o apoio do secretário de Estado, Marco Rubio, e se sobrepõe à de Richard Grenell, enviado para missões especiais de Trump, que defende uma abordagem mais focada em negociar com Maduro.



